10.12.2008
Para que não mais se repita
A tragédia que se abateu sobre Santa Catarina, e que ainda vai repercutir por muito tempo na vida dos moradores e exigir grande esforço das autoridades, tem que nos levar a uma reflexão sobre as condições de moradia de milhões de brasileiros. Nas casas construídas em áreas de risco, com evidente agressão ao meio ambiente, inúmeras famílias se colocam na linha direta do perigo e resistem à remoção porque simplesmente não têm para onde ir.
Sem recursos para se instalar em locais seguros, essas pessoas desafiam a natureza e também as esferas de governo, que ainda tratam assunto tão sério sem a devida urgência e agilidade. Buscar um empréstimo para construir a casa própria, com a distribuição de renda tão desigual em nosso país e uma burocracia paquidérmica, tira do cidadão a vontade lutar por um direito constitucional, que é a moradia.
Por isso é tão alentador ver o trabalho que a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo, da Secretaria de Estado da Habitação, vem fazendo nos bairros-cota de Cubatão, com o Programa Serra do Mar. Para tirar os moradores das áreas de risco e de proteção ambiental, a empresa está construindo unidades habitacionais onde as famílias serão reassentadas, ganhando não apenas dignidade de moradia segura, mas também perspectivas na área de geração de emprego e renda.
Na região do Jardim Casqueiro, só para termos uma idéia, os espaços onde as famílias passarão a residir contarão com arborização, passeios públicos, ciclovias, áreas de lazer e comerciais. A qualidade de vida que advém desse conjunto que propicia a integração social é indiscutível e a construção das casas, de dois e três dormitórios, obedece a padrões que mereceram a atenção dos participantes do 3º Congresso Mundial de Engenheiros, realizado em Brasília, na sexta, dia 5.
A Rede Globo também mostrou, no programa Fantástico exibido ontem, dia 7, a situação desesperadora dos catarinenses, que ainda estão muito longe de ver o fim dos efeitos da tragédia. E apresentou também as condições em que vivem os moradores dos bairros-cota de Cubatão, traçando um paralelo dos riscos entre uma situação e outra, mas ressaltou as ações do Programa Socioambiental da Serra do Mar.
Ações que confirmam não apenas o interesse do governador José Serra com a Baixada Santista, mas também o seu empenho em solucionar um problema que é a marca desse Brasil: dar ao indivíduo condições de vida que o tornem, de verdade, um cidadão.
01.12.2008
Agora, não vale mais o “vamos estar transferindo...”
Melhor acreditar que a partir de hoje, 1º de dezembro, quando passam a valer as regras de atendimento de call center, o consumidor finalmente terá o tratamento adequado quando necessitar desses serviços. Quando se trata de procurar um serviço de atendimento ao consumidor, todo mundo tem uma história (triste) para contar, que vai do longo tempo de espera à total ineficiência do serviço, nas vezes em que não consegue contemplar o cliente na sua demanda.
Se você, como eu, já tentou cancelar uma linha telefônica, reclamar de valores lançados erroneamente no cartão de crédito ou entender as taxas bancárias no extrato da sua conta corrente sabe que as histórias contadas são absolutamente procedentes. Por isso, nós, consumidores, recebemos com justificada alegria e alívio a perspectiva de um novo modelo de atendimento, regulamentado pelo Ministério da Justiça, que estabelece 60 segundos para empresas de telefonia (campeãs em queixas nos serviços de defesa do consumidor) e planos de saúde, entre outras, e 45 segundos para as instituições bancárias.
O ceticismo quanto ao pleno funcionamento das novas regras é fruto da pesquisa feita pela Fundação Procon de São Paulo, que no dia 28 de novembro divulgou o resultado da entrevista com 68 fornecedores que operam no Estado, sobre estarem ou não preparadas para cumprir as determinações do Decreto 6.523/2008 e da Portaria nº. 2.014/2008.
O Procon dividiu as empresas em nove categorias - planos de saúde, bancos, financeiras, cartão de crédito, telefonia fixa e móvel, companhias aéreas, energia elétrica e TV por assinatura - e manifestou preocupação pelos índices baixos de adequação e, o que é pior, pela total falta de respostas de várias empresas ao questionário apresentado pela instituição.
Mais uma vez, o consumidor terá que ser o fiscal do seu bem-estar e fazer valer o que deve ser cumprido a partir desta data. Por exemplo, a partir de agora a sua ligação só poderá ser transferida uma vez apenas, para somente um funcionário. A lei prevê punições à empresa que desrespeitar as regras (as multas vão de R$ 200,00 a R$ 3 milhões), mas elas só serão aplicadas se a pessoa que se sentir prejudicada levar sua queixa aos órgãos de defesa.
Acesse o link abaixo e acompanhe o resultado da pesquisa do Procon, e anote também os contatos da instituição para eventuais esclarecimentos.
http://www.brunocovas.com.br/sis/lenoticia.php?id=856&c=32&siteID=SITE_ID
24.11.2008
Unicef e Sou da Paz, juntos por uma infância melhor
Uma ação importante está em desenvolvimento pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que até dia 6 de dezembro realiza encontros em regiões de São Paulo para discutir uma proposta de trabalho inovadora com os representantes de organizações e grupos que trabalham pela garantia das crianças e adolescentes em comunidades populares da Capital.
A Plataforma dos Centros Urbanos se propõe debater uma mobilização em toda a cidade, com foco na melhoria de vida dessas crianças e jovens, e conta com a parceria do Instituto Sou da Paz. Encontrar caminhos de cidadania para a infância e a juventude tem sido um desafio dos governos e da sociedade civil, que têm nas mãos uma realidade de exclusão e degradação de meninas e meninos, e não conseguem construir políticas públicas que contemplem suas necessidades.
Conforme registra o portal Nossa São Paulo (http://www.nossasaopaulo.org.br/), "A iniciativa tem como foco a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes que vivem em comunidades populares (favelas, assentamentos, conjuntos habitacionais), reduzindo as iniqüidades entre os que moram nessas áreas e os que estão em outras partes da cidade".
O Unicef vem de experiências vitoriosas em outras regiões do país e o Instituto Sou da Paz (http://www.soudapaz.org/) tem por objetivo influenciar a atuação do poder público e de toda a sociedade frente à violência. Essa parceria tem tudo para promover um debate sério e conseqüente. Mobilize também a sua comunidade e participe.
Acompanhe o calendário e os contatos para mais detalhes dos encontros.
29 de novembro - Centro
Local: Uninove - Campi Memorial
Rua Adolpho Pinto, 621, Barra Funda
06 de dezembro - Zona Leste
Local: CEU Aricanduva
Rua Olga Fadel Abarca, s/no., Vila Aricanduva
Mais informações com Adriana Alvarenga pelo e-mail mailto:e-mailaalvarenga@unicef.org , ou pelo fone (11) 3728.5701. Confirmação de presença pelo e-mail karla@soudapaz.org, ou pelo telefone (11) 3812.1333.
11.11.2008
Agora, eu também sou blogueiro
Com essa agenda que não dá trégua e eu ainda vou pensar em blogar?! Confesso que o primeiro pensamento foi esse, de deixar para um outro momento (quando eu tivesse mais tempo...) o início deste diálogo tão peculiar proposto pelos blogs. Mas dê ao ocupado mais tarefas e ele certamente vai cumprir, dizem os mais otimistas. Então, topei.
Até porque, como ficar de fora desta comunicação tão ágil e espontânea, quando à nossa volta tanta coisa acontece, mobilizando reações de espanto, de solidariedade, de indignação, de crítica e de apoio? Se pegássemos uns poucos episódios daqui e de lá, já teríamos muito pano pra manga... Pontuando desde as tragédias que nos abalam, como a violência urbana gerando vítimas fatais nos grandes centros, as desigualdades sociais também fazendo suas vítimas, aos dramas pessoais que também nos sensibilizam, como o da jovem Eloá Pimentel, até o dia a dia incerto do mercado financeiro, há muito para esta sala de visitas virtual.
Assim, por que não aproveitar de um espaço tão democrático, onde posso interagir com quem chegar, trocar idéias, opiniões, rever conceitos, acolher sugestões e considerar outros rumos de pensamento e ações? É para isso que estou aqui, propondo que nos encontremos em posts e comentários, desvendando o inesgotável da blogosfera.
De um jeito, digamos, mais presencial, eu já me dispusera a esta conversa mais informal, ainda que com dia e hora marcados. Quando pensei e concretizei as reuniões do mandato participativo, eu já tinha em mente exatamente isso: quero saber o que o cidadão, sendo ele meu eleitor ou não, pensa e quer. Ao me apresentar àqueles que compareceram aos encontros realizados no ano passado, eu, de certa forma, coloquei meus posts, abri-me para os comentários, ouvi o pensamento diferente, às vezes até mesmo crítico, e me organizei para responder e cumprir.
Neste espaço que partilhamos a partir de agora não serei apenas o deputado estadual Bruno Covas. Sou, antes de qualquer papel, um ser social, o cidadão de um mundo que não anda nada em ordem, mas que conta comigo e com você para chegar a algo o mais próximo possível do equilíbrio. Não tenho receita para ordenar o caos, mas escolho um caminho que julgo infalível. É o caminho da solidariedade, da transparência, da ética, da boa vontade, do bom humor, da esperança e da humildade para rever e começar tudo de novo, se preciso for.
Sejam bem-vindos!


